quinta-feira, 23 de julho de 2015

A criminalidade juvenil nos EUA; O SEGREDO!

Qualquer pessoa que morasse nos Estados Unidos no início dos anos 90 e prestasse um mínimo de atenção aos jornais e telejornais diários teria motivos para viver morta de medo. A vilã era a criminalidade, que vinha crescendo incessantemente - um gráfico mostrando a escalada dos índices de criminalidade em qualquer cidade americana nas décadas anteriores assemelhava-se a uma montanha - e agora parecia prenunciar o fim do mundo. Mortes provocadas por armas de fogo eram lugar-comum. O mesmo acontecia com o roubo de carros, o tráfico de crack, os assaltos e os estupros. A violência virará uma companheira funesta e constante. E a situação estava prestes a piorar. Piorar muito, afirmavam todos os especialistas. A causa: o chamado superpredador. Na época, só se falava nele. Andava nas capas das revistas semanais e nos gordos relatórios da segurança pública. ''ELE'' ERA UM ADOLESCENTE MAGRICELA DA CIDADE GRANDE, COM UMA ARMA NA MÃO E MUITO ÓDIO NO CORAÇÃO. Havia milhares deles, segundo se dizia, uma geração de assassinos prontos a mergulhar o país no mais profundo caos. Em 1995, o criminologista James Alan Fox elaborou um relatório para o ministro da Justiça dos Estados Unidos detalhando em cores sombrias a escalada dos homicídios cometidos por adolescentes. Fox apresentou um cenário otimista e outro pessimista. No otimista, a taxa de homicídios adolescentes cresceria 15% na década seguinte; no pessimista, ele previa um crescimento de mais que o dobro desse percentual. "A próxima onda de crimes será tão terrível", disse ele, "que nos fará sentir saudades de 1995". Outros criminologistas, cientistas políticos e observadores igualmente bem-informados previam o mesmo futuro tenebroso, incluindo-se nesse coro o Presidente Clinton. "Sabemos que dispomos de uns seis anos para reverter a escalada do crime juvenil", disse Clinton, "ou o nosso país irá mergulhar no caos e meus sucessores não mais falarão das grandes oportunidades da economia global, pois estarão tentando manter vivos nas ruas os habitantes de nossas cidades". As apostas, nitidamente, se concentravam nos criminosos. Mas ,eis que o bônus da liberação do aborto em 1973 chegou. Então, em vez de subir e de continuar subindo, os índices de criminalidade começaram a baixar. A baixar e a continuar baixando. A queda da criminalidade surpreendeu em vários aspectos: foi ubíqua, com os índices de todos os crimes caindo em todas as cidades do país. Foi persistente, caindo cada vez mais a cada ano. E foi totalmente inesperada - principalmente para os especialistas que haviam previsto precisamente o oposto. No início dos anos 90 os adolescentes criminosos começaram a desparecer ,uma vez que , a partir de 1973 pararam de nascer.

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