terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Entre 2004 e 2013, 9 milhões de mulheres abortaram no Brasil.

Ao criminalizar  o aborto  o Estado brasileiro, em uma absurda soma de ignorância e autoritarismo, gasta mais de 140 milhões de reais por ano em internações no SUS por conta de complicações médicas decorrentes de abortos clandestinos. Apenas entre 2004 e 2013, cerca de nove milhões de mulheres interromperam a gestação no Brasil, conforme dados da Organização Pan-Americana de Saúde. Há de se reconhecer que é plenamente possível conciliar o reconhecido direito da mulher de não ter filhos com o imperioso direito à preservação da vida do nascituro, o que jamais será alcançado com a simples criminalização da prática do aborto (a despeito de mais de 70 anos de vigência do artigo 124 do Código Penal).O STF entendeu, recentemente, que a prática do aborto, até o terceiro mês de gestação, não é crime, a exemplo de praticamente todas as legislações dos países democráticos desenvolvidos — como os EUA, a Alemanha, o Reino Unido, o Canadá, a França, a Itália, a Espanha, a Holanda, a Austrália e Portugal —, na exata medida que viola os direitos fundamentais da mulher.
Ricardo Noblat.
O Globo.6 de dezembro
Concordo plenamente ,muito embora seja um antenatalista extremado e ,na minha opinião, não vejo razão para pobres, enquanto nesta situação, tenham filhos. Filhos de pobres serão, a maioria absoluta, eternamente pobres. Não há razão alguma  ,nem moral e nem religiosa, para que um casal de pobres tenha filhos sem condições de criá-los.
''Não tive filhos, não transmiti às gerações futuras o legado da miséria''

domingo, 4 de dezembro de 2016

NOS TEMPOS DO GENERAIS

De um sábio que viveu a recessão da crise econômica da ditadura e padece a atual.
''No tempo dos generais a gente ainda podia cantar: `Amanhã Vai Ser Outro Dia´. Hoje, nem isso". 
Eu vivi à época reportada pelo Élio Gaspari e se ele se refere aos anos de 1967,68,69,70,71,72,73,74 e 1975, estou certo de que, em economia, vivíamos em mundos diferentes. Entre 1969 a 1974 não houve recessão alguma, pelo contrário, o Brasil viveu o seu maior crescimento jamais registrado na história e, infelizmente, não creio que se repetirá nas próximas gerações. Em 1972, 73 e 74, o crescimento médio foi de 12% com uma inflação de 14%. Em 1972, pela primeira vez na história, São Paulo registrou falta de mão de obra não especializada e, à época, um peão especializado ganhava o suficiente para comprar um carro do ano top de linha. O que deveria ser uma lição, se relatado para as gerações futuras com  distorções, abre caminho para a repetição de erros graves e que custam vidas. O amanhã será sempre outro dia, mas se será melhor é uma imponderabilidade.                                                 Meu relato e testemunho se dá naquilo que vi  e vivi, portanto, como não atuei como ''REVOLUCIONÁRIO'' e não era ligado nenhum das centenas de grupos guerrilheiros que imaginavam implantar por aqui um regime Cubano ou, quiçá, mais radical ainda, um KHENMER VERMELHO, ignoro solenemente análises e opiniões as quais padecem de isenção.

Índios matam crianças que nascem com problemas de saúde

Você acha certo matar crianças recém-nascidos por causa de alguma deficiência física? Pois saiba que isso acontece no Brasil e não é crime....